Sonhei-te tantas vezes e nunca como na realidade. São intermináveis as contas para calcular os dias em que desfiei a imaginação e tudo o que consegui foi um holograma desconexo, demasiado perfeito para o ser, demasiado esculpido entre mãos frias, com tantos detalhes que cada um deles se afigura irreconhecível ao olho humano. Julguei que os Homens podiam ser Anjos e que a luz proveniente dos teus olhos seria o reflexo da tua alma, limpa. Quis tanto que fosses perfeito que não te consegui ver de outra forma e, quando finalmente deste um passo na minha direcção percebi que pisavas o chão como nós, que tinhas fraquezas como todos e qualidades limitadas. Quando cais-te perante mim, quando ficas-te sem força e recuas-te que nem um cobarde, quando me puxas-te o tapete e me magoas-te como ninguém, deixei de te ver como um Anjo. Deixei de te sonhar e de gastar tempo a moldar-te, viras-te humano como nós e de te ter tão perto sei-te agora de cor, estás-me escrito nas palmas das mãos, meu amor imperfeito.
segunda-feira, 1 de Fevereiro de 2010
quinta-feira, 3 de Dezembro de 2009
A noite vem e o silêncio pesa mais. Agiganta-se perante nós, seres pequeninos, que ainda acreditamos em fantasmas debaixo da cama. Escondemos debaixo dos lençóis o rosto coberto de medo, onde a escuridão disfarça os fantasmas que estão em nós. Meninos pequeninos com corpo de gente grande e olhos de medos infantis. Meninos sem norte, estancados na lua. Perdidos no seu tão pequeno mundo, agonizados, extasiados no que não controlam. Olhos perdidos e injectados de amargura, olhos tristes e nostálgicos, a lembrar as tardes em que éramos pequeninos e brincávamos nos baloiços de parque, e corríamos e saltávamos e a vitalidade era infinita. Meninos sadios ontem, gente grande hoje. Gente de alma apagada, a fazer esquecer o que já foi, a não deixar lembrar que o medo não é opção.
quinta-feira, 12 de Novembro de 2009
terça-feira, 3 de Novembro de 2009
Encontramo-nos ainda muitas vezes, em caras de desconhecidos e olhos de vagabundos. Estás estampado em todo o lado, recôndito em cada pedaço de carne alheia. Deixas-te ficar clandestinamente em mãos que não te pertencem, corpos que te estranham e não te entranham, rabiscado em papéis esquecidos, encaixado entre números que não te assentam. Não cabes senão em ti. Não existes senão em mim. domingo, 18 de Outubro de 2009
NOVA PUBLICIDADE PINGO DOCE
(Tinha colocado o vídeo mas não tive coragem de torturar quem aqui passa)
Vá lá, já chega de tortura!
Acho que o estado deveria impor (já!) ao Pingo Doce uma indemnização por danos morais causados ao país. Isto é mesmo muito mau... Ainda por cima levamos com a música em tudo quanto é sitio! Acabem com isto por favor! Estou a pedir, certamente, em nome de milhares de famílias. Se não acaba já, esta música será responsável por inúmeros casos de insanidade mental.
(Oh não, é mesmo perseguição! Está a dar na televisão neste momento...)
A música já é péssima, horrível, ascorosa e sei lá mais que lhe chamar, e depois... Alguém disse a esta rapariga que ela sabia cantar?! É que essa rica alminha não devia estar de todo na sua graça... A moça abre a boca e os seus decibéis esganiçados fazem-me logo começar a arrepelar os cabelos!
sábado, 10 de Outubro de 2009
Estou a definhar, a delirar, a extasiar o ritmo dos sentimentos. Correm-me nas veias e chegam-me à ponta dos dedos, dão meia volta, chegam à cabeça e dão-me cabo dos nervos. É um sururu quando não estás e pior ainda se estás. Juntam-se todos, querem todos vir à tona, falar gritar saltar e dissertar e às tantas estás tu, feito espanto boquiaberto a tentar perceber o que digo. E eu calo-me e o sangue começa a ferver, a ganhar volume a apertar-me as artérias e fico rosada e tu ris e quase rebento. Quero tocar-te, pousar minhas mãos nas tuas e deixar-te sentir o que sinto, quero abraçar-te para que sintas o frenesim do meu corpo. Arranja maneira de acabar com isto, consome-me até ao fim, filtra-me o sangue põe-me a soro e camisa-de-forças, rápido. Tão rápido quanto consigas porque o meu corpo não pára e os sentimentos não morrem e eu envelheço e rejuvenesço todos os dias, num misto, numa carambola de vidas. Tão efémero mas tão puro quanto me consigas amar, e quando der conta já estaremos velhinhos e o remédio, será parar. sexta-feira, 9 de Outubro de 2009
Porém ali chegada perco-me em considerações sobre o que fazer e para onde ir. Primeiro mandam-me ceder passagem a quem vier e eu acato respeitosamente, sempre crédula de que algum dia ali vá passar algum veículo em direcção a alguma estrada que não existe. Depois vem o que de facto me perturba: obrigação de virar à direita. Ora, das duas, uma: ou me estão a dizer para me espetar por ali em diante, ou estão mesmo crentes de que a direita é o caminho a seguir e votemos todos por ela e pelo excelentíssimo presidente.
Pergunto eu: Estou a desrespeitar a lei? Posso ser multada por o fazer? Quem é que me paga a multa? Serão os mesmos senhores que gastaram dinheiro nos sinais, antes mesmo de gastarem dinheiro a fazer a estrada? Pois é...eu não sei. Mas faço mais uma pergunta: é esta a "direita" que a Covilhã quer seguir? Respeitando e reconhecendo todo o trabalho feito, eu já tenho muitas dúvidas...
quarta-feira, 23 de Setembro de 2009
Não olhes para trás e tão pouco penses num futuro que não te pertence. Arrisca de peito feito e punhos cerrados, sê guerreiro e agarra o leme com força de capitão.
Escreve-me cartas enquanto por lá andares. Uma ou outra. Apenas quando tiveres vontade ou saudade; quando te quiseres sentir perto do mundo, perto de gente quero eu dizer.
Não me telefones, tenta apenas não esquecer o timbre da minha voz. Não leves fotografias nossas nem de ninguém. Leva os filmes que não nos fartamos de ver e as músicas que desafinamos ao disparate todos os dias. Elas não nos pertencem e não são parte de nós, são de toda a gente e estão em todo o mundo.
É isso então. Não te esqueças da caixinha do chá de menta, do protector solar nem da espuma de barbear.
E agora vai depressa (!), que anda gente a apregoar que o mundo vai acabar antes de todos termos tempo de cumprir os nossos sonhos.
quinta-feira, 17 de Setembro de 2009
Adquiri há tempos uma máquina fotográfica nesta conceituada loja do panorama nacional, que se proclama aos sete ventos como possuidora de garantias favoráveis ao cliente. Após quatro meses a objectiva da máquina avariou, pelo que me dirigi à loja que enviou a máquina para a assistência técnica, procedimento que iria demorar no máximo 30 dias. Cerca de três semanas depois, recebi uma sms da loja a informar-me que o produto já se encontrava disponível para levantamento. Fui buscar a máquina, voltei para casa e detectei uma nova avaria. Desta feita, não lia o cartão de memória. No espaço de uma hora, estava de novo na loja devido a uma nova avaria provocada durante o tempo em que a máquina se encontrava na assistência técnica. Foi-me informado que o processo seria reaberto e que agora o prazo limite para a recepção seria de 15 dias. Ao 15º dia ainda não tinha sido informada da chegada do produto à loja, pelo que me dirigi deliberadamente ao local para perceber o que se estava a passar. A funcionária pelo qual fui atendida, após lhe expor a situação e ter entrado em contacto com a assistência técnica, informou-me de que teria sucedido um erro por parte da loja, que não deveria ter reaberto o processo por a segunda avaria nada ter a ver com a primeira e, então o prazo limite seria não 15, mas 30 dias. Ou seja, eu estaria no total dois meses sem a máquina fotográfica, devido a um 1º problema aparentemente sem razão de existir e, a um 2º provocado pela assistência. Confrontei a funcionária com o que se estava a suceder e deparei-me com uma total ineficiência e irresponsabilidade por parte de uma loja que pelo nome e prestígio deveria ser muitíssimo mais responsável, não só pelo produto que vende, mas também pelo cliente a quem vende. Até ao momento em que a conversa passou a ser directamente com o gerente da loja, não vi em momento algum respeito ou interesse pelos meus direitos e muito menos vi intenção de resolver o problema. Por fim, e depois de acesa discussão com as funcionárias, o gerente lá acabou por aparecer e demonstrar interesse em resolver o assunto, de modo que levei a melhor e não saí da loja sem um novo equipamento.Ao longo da discussão foi-me pedida compreensão, ao que perenemente respondi que eu teria toda a compreensão e paciência caso este fosse um caso isolado. A minha experiência não conta com os dedos das mãos o material comprado ali que avariou. A minha experiência diz-me que toda a gente que conheço e que ali comprou alguma coisa acabou com um ou mais aparelhos avariados. A minha experiência diz-me, Worten nunca!
segunda-feira, 14 de Setembro de 2009
Nascemos todos da mesma forma, quando morrermos, acabaremos todos da mesma forma.
O que nos distingue é a precisão com que traçamos a linha da nossa vida. O rumo que damos aos nossos passos, o jeito com que encaramos o dia-a-dia. Estamos todos, à partida, sujeitos a ser moldados pelo que nos rodeia, mas é o carácter com que o enfrentamos, a alma que pomos nas coisas e a coragem com que lutamos, que nos tornará seres completos e divergentes uns dos outros.
Aqui fica o exemplo de uma alma de campeão. Para mim, Roger Federer é simplesmente fantástico...
quarta-feira, 9 de Setembro de 2009
É precisamente o que não quero. Que craves teus dedos na minha pele, que amarres teus pulsos nas minhas janelas. Estou sem tempo para olhar por ti, estou sem vagar para ouvir o que terás um dia para me dizer. Estou sem paciência e disponibilidade para te trazer ancorado ao meu cais. Não serei nunca o que pensas que serei e, nem julgues que sou aquilo que pareço ser. Quanto muito, aprenderás sobre mim que nada do que respiro é verdadeiro e que tudo o que aparento é golpe de magia. Daí, nunca queiras passar, nunca te perguntes quais são os meus segredos, nunca sugiras ou teorizes sobre o que já fui. Faz disso um ponto final, um parágrafo e um virar de página. Segue de uma vez e eu já nem me lembrarei de ti. O papel caligrafado com a tua letra tremida, tornar-se-á branco e reciclado. O prato onde te servia a sobremesa quebrar-se-á e os seus fragmentos serão varridos. As flores vão murchar, secar e quebrar e, quando um dia acordar já terás deixado de existir. E isso, é precisamente o que não quero.
terça-feira, 25 de Agosto de 2009
Os traços das tuas mãos continuam marcados nas páginas dos livros que folhei-o. Adornei-te toda a vida com palavras cuidadas e cinematográficas, recriei-te em várias peças ilustrativas, entoei-te à exaustão em cada acto teatral onde te compunha em milhares de cenas rigorosamente estudadas. Hoje, leio-te com apego e placidez, já sem aptidão para te socorrer por meio das minhas mãos e do meu sangue a ferver por ti. Hoje o tempo já me vergou e a minha pele já está em demasia para o tamanho do meu corpo. As rugas a afrouxar-me a vontade de me insinuar por entre esse teu ar jovem, impecavelmente aprumado. Cada hora perdida um dia a exorbitar-te, é agora gasta num desacerto ininterrupto de me tentar proclamar como dona da tua palavra. sexta-feira, 14 de Agosto de 2009
Nunca te procurei e encontrei-te sempre entre os espaços repletos de gente que nos atravessou. Gente comum, uns que amamos outros que nem por isso, gente que nos fez andar sempre a um passo um do outro, separados pela sombra da retina. Somos uma história de mar de gente, dentro de nós vive quem nos trouxe toda a vida de encontro um ao outro. Lembra-me de lhes agradecer. O destino está na mão dos Homens, os Homens estão na mão de Deus. Percorre o teu caminho agora como antes, sem medo e sem ânsia, não olhes para trás e não julgues que nos perdemos. Estamos ainda na sombra da retina. Como antes, sem saber que estamos lado a lado e compreendendo que a felicidade está a colorir o que está para lá da luz difusa. Somos um espalhafato de gente. A nossa vida, a vida do antes, do durante e depois, resume-se sempre às mesmas pessoas, aos mesmos locais, aos mesmos vícios e tradições. O mesmo pároco; o mesmo taberneiro. A tua gente; a minha gente. quarta-feira, 5 de Agosto de 2009
Portugal encontra-se sempre há hora do costume e o resto do tempo passa-o de candeias às avessas com tudo e todos. Encontramo-nos nos jogos da selecção, há hora em que com o coração a acelerar sem modos, jogamos ao «mata-mata» na execução das grandes penalidades. E pronto, posto isto vai cada um à sua vidinha e, “encontramo-nos há hora do costume!”. Portugal, enquanto país unificado não é muito mais que isto, lamento dizê-lo. Ele é professores a reclamar que não querem o modelo de avaliação e médicos a maldizerem-nos, que se devem achar mais que os outros e que toda a gente é avaliada. Estamos sob governo socialista e ai Jesus! que a direita era melhor, abaixo o Sócrates, abaixo o TGV e o aeroporto da Ota. Milhares de fãs a puxar os cabelos pelo Tony Carreira, outros a enjeitarem-no ao ponto de se esgueirarem para um estrangeiro Justin Timberlake. O vinho francês é que é bom e as praias de Espanha são melhores. Calçamos havaianas com a bandeira brasileira e importamos a jeito roupas de etiqueta canadiana.
Portugal ficou suspenso, há espera de D. Sebastião.
quinta-feira, 23 de Julho de 2009
É como ler-te em Braille. Faço deslizar os dedos sobre superfícies mais ou menos empoeiradas, despertando os sentidos tácteis e acordando as memórias que te trazem. Chega a ser difícil perceber estes contornos, de tão fortes, de tão descabidos, de tão insólitos, de tão insolentes e agressivos, de tão insensatos. Devo-te tanto do que tenho e do que sou, e o espaço que ocupas em mim parece ser maior do que aquele que eu consigo suportar. Não é que não te queira, muito pelo contrário, quero demais, quero cada milímetro quadrado que ocupas na minha pele, no meu coração e na minha alma, essa sim, talvez demasiado pequena em relação à tua. Tudo o que passou guardei comigo – as chávenas dos cafés e os pacotes do açúcar, os copos das imperiais e os pires dos tremoços, as letras das músicas e os cigarros apagados, as roupas deitadas no chão, abandonadas do nosso corpo. Não se perdeu nada. Nem as juras nem as promessas, que se mantém penduradas na linha do tempo, há espera de vez para se cumprirem. Estamos apenas em modo “pause”, porque o “stop”, esse, é para quem treme com o que a vida traz e nós não temos tempo para essas coisas. Nós não dissemos adeus e por isso teremos de voltar a encontrar-nos. Ainda há muito por fazer, meu amor…sábado, 18 de Julho de 2009
É simples, não? Não tem nada que enganar, um passo para a frente e dois para trás. O corpo a balancear e a marcar o ritmo. Já está. Os nossos corpos já se fundiram e agora quase que nos confundimos com as notas do clarinete. Deixámos de ser gente, neste instante, e tornámo-nos na música que assobia baixinho uma qualquer letra que me entra a cem e sai a duzentos. Não importa. A vida não é isto. Estamos a avançar e o presente não existe. Importa o que fomos, o que somos, o que nos tornaremos. Já fomos crianças e lançamos papagaios. Papagaios que carregavam nas suas bainhas os sonhos e as esperanças, que se estampavam nos nossos olhos e que se faziam ouvir nos nossos risos. Hoje… hoje não sei ao certo o que somos. Seres humanos em construção, em busca da perfeição sem acreditar que ela exista. Um sopro, frágil. De quando em vez uma tempestade, obstinados e irreverentes. O que seremos será mais importante. Seremos à imagem dos desenhos em que nos recriávamos quando pegávamos nos lápis de cor pelas primeiras vezes. Acreditaremos na perfeição quando lá chegarmos, porque não passaremos de uma imagem pura e inocente do que um dia nos julgamos ser. Aviões de papel lançados no ar, a fazer a travessia do nosso coração. Nuvens de algodão doce coladas no céu-da-boca. Cabanas de cartão gasto, a encobrir o que somos hoje.sexta-feira, 10 de Julho de 2009
A felicidade extrema foi um sopro. As horas voaram e as estrelas caíram. É escuro o céu e os reflexos refractaram-se. Aquieto-me depois da turbulência que passou, soprou, torpedeou. A vida segue o ritmo de sempre, os passos têm o mesmo tamanho, os Homens a mesma natureza, desesperante. As páginas permanecem, inalteráveis. Conjuntos de letras batidos nas velhas conversas corriqueiras que se esbatem na porta da vizinhança. As nossas palavras, por sua vez, quedaram. Tu que empolavas rasgadas teses de como eu te corria no coração. Eu que as palavras nunca me pulsaram na língua. Silêncio. Mais uma vez o desespero sufocante. O mundo está às voltas. A lua está a apagar-se. O sol está a queimar, a pele torna-se escura, os dias têm cor, os músculos desentorpecem. A alma está soturna. Algo em nós se mantém mistério. Não estamos a divergir. Estamos a atingir uma nova dimensão. Não te apagas de mim. O teu corpo resume-se colado ao meu. O coração bate-me nas mãos. Quero amar-te. O amor não é coisa do Homem comum. Não sei se estou a altura da responsabilidade. Não te quero amar pela metade, que sejas mais um amor. Quero que sejas o pleno, o êxtase, o total amor da minha vida. Vagueio. A vida há-de vir. O amor será amor. segunda-feira, 6 de Julho de 2009
Há qualquer coisa de vergonhoso a acontecer no panorama da política nacional, e eu não creio que o sejam tanto os “cornos” de Manuel Pinho, como o são os contínuos e irrefutáveis devaneios de Alberto João Jardim e outros tantos.
Luís Filipe Menezes não deixou de considerer condenável a atitude do agora ex-ministro da economia, contudo segundo o mesmo “há palavras e insultos contra membros do Governo e contra o próprio primeiro-ministro que se calhar são bem mais graves do que este impensado e condenável acto. Chamar ladrões uns aos outros, fazer insinuações sobre a idoneidade das pessoas, isso, deixa-se passar”, lamentou, considerando que “é a altura de pormos em paralelo as duas situações”.
Enquanto houver dois pesos e duas medidas, enquanto os nossos representantes se continuarem a desdobrar em insultos e ataques pessoais, ao invés de se preocuparem com o que de facto é relevante, então não deixará de continuar a crescer uma preocupante descrença na politica nacional.
segunda-feira, 29 de Junho de 2009
Lembras-te do tempo em que crescíamos juntos? Era a fase das descobertas, do «a e i o u» do nosso corpo, em que o coração crescia à velocidade da luz e dia após dia tornávamo-nos diferentes, amadurecíamos e as feições modificavam-se. Era como se estivéssemos de novo sentados na secretária da escola primária e ouvíssemos a professora como se fosse a primeira vez, afinando os sentidos para não nos escapar nada, para que depressa conseguíssemos ler nas entrelinhas das nossas palavras. Aprendemos as letras e daí a conseguir juntá-las foi um saltinho, carimbámos excelente na folha do primeiro teste! Lembras-te do primeiro teste? Era o primeiro de tantos e a excitação em ver como era crescia dentro de nós, depois o nervosismo de como iria correr e no fim a felicidade de o termos conseguido superar brilhantemente. Foi sempre assim, fomos crescendo como um uno, tornámo-nos seres compactos e devidamente estruturados, aprendemos a ler nas entrelinhas das nossas palavras, dos nossos gestos e até a escutar os silêncios que por vezes se impõem. Estamos no bom caminho, um dia vamos ser sábios e teremos na ponta dos dedos a capacidade de nos sentirmos, como quando crescíamos e brincávamos no recreio das nossas vidas; e fazíamos caretas a quem nos queria atrasar; e seguíamos juntos porque superávamos tudo, porque enquanto eles jogavam à “mamã dá licença”, nós corríamos de mãos dadas rumo ao futuro que era nosso.sexta-feira, 26 de Junho de 2009
Michael Jackson, uma figura indiscutivelmente controversa. Como disse Shakespeare, «o mal que os homens fazem sobrevive-lhes; o bem é muitas vezes enterrado com os seus ossos», vamos por isso lembrar Michael Jackson como o Rei do Pop, o fantástico cantor e extraordinário bailarino, o miúdo dos Jacksons5 e a estrela do álbum mais vendido de sempre – Thriller – o primeiro afro-americano a passar na MTV, o criador da técnica de dança moonwalk, um enterteiner. Michael Jackson, goste-se ou não, foi o ícone da música pop. Já alguém disse, “hoje é o dia mais triste da música pop”.
Rest in Peace Michael Jackson.

terça-feira, 23 de Junho de 2009
Agora já sei andar sozinha, já me levanto de manhã e caminho de forma segura pelos dias que vou cruzando, já salto barreiras e evito obstáculos, mas continuo a cair, e quanto às quedas, é um problema (!). As dificuldades motoras e psicológicas redobram-se e as voltas e voltas que dou em esforço só servem para me desgastar sem surtir quaisquer efeitos. Há alguma coisa que me continua a faltar e eu continuo a (evitar) não saber o quê; graças a Deus tenho quem me levante. Amortiza-me as quedas e pacientemente explica-me que é possível levantar-me, que há mais dias à minha espera, que a vida não pára e que eu tenho de seguir com ela. Quando sorri eu percebo que não me vai adiantar espernear nem chorar, não há lugar a fitas nem teimosias, não vai ceder e ai de mim (!) que não me levante imediatamente. E o meu cérebro dá a ordem e os meus músculos obedecem. De pé as coisas parecem mais fáceis, estou do alto da minha alma a enfrentar a vida, não há bicho-papão que me faça medo e ele já andou para outra paragem, porque nunca está quando eu não preciso, porque diz que eu sou fiteira e só me iria atrasar com birras, que assim terei inevitavelmente de as suprimir e partir de peito feito para a guerra que me espera, com os recursos da hora, sem armas de alto gabarito nem recursos emprestados, assim lutarei com o coração cheio de sangue, as mãos cheias raiva e os músculos e o oxigénio nunca me faltarão, evitarei as quedas ao máximo e aprenderei a manter-me de pé contra tempestades e tornados, contra amores e desamores. Solidifico à medida que o tempo passa, hoje sou quase uma rocha, forte e impermeável. Já parti para muitas guerras e já regressei de outras tantas, já me vou conseguindo levantar uma vez por outra, quando as quedas são menores e os arranhões são escassos, já respiro de forma adequada, o meu corpo já se ajusta à minha alma, o sangue está coerentemente pintado e corre saudavelmente nas veias. Ele ainda me visita, porque por vezes as quedas são demais para o que eu estou preparada para suportar e quase me afundo e me perco, entrando em processo de regressão. Sei que voltará sempre que eu precise, porque por razões que ambos conhecemos sabe que tem de ser ele a fazê-lo e que ninguém lhe poderá tomar o lugar. E quando ousar pensar em não vir, ai dele (!) que julgue que eu não me atirarei de cabeça no abismo, apenas para ter o prazer de constatar que ainda não perdi as minhas qualidades de fiteira e de que ele ainda não está preparado para me deixar.segunda-feira, 22 de Junho de 2009
quinta-feira, 18 de Junho de 2009
terça-feira, 16 de Junho de 2009
Arre gaita! Tive hoje um encontro de terceiro grau com um senhor agente da polícia de segurança pública da Covilhã, e digo-vos uma coisa: pró diabo com ele! Acho vergonhoso que um agente da suposta autoridade me diga que estacionar ou parar é a mesmíssima coisa. Eu que tenho a carta ainda não vai para dois anos sei a diferença, mas o excelentíssimo senhor teve o desplante de se virar para mim e perguntar se sabia o que era parar, ao que eu respeitosamente aguardei pela resposta impávida e serena, e querem saber qual é?! Pois bem, sentem-se que isto é impróprio para cardíacos, passo a citar: “Parar é quando se pára o carro, se saí e nos vamos embora!”. Agora que aqui estou, recuperada do choque, já nem sei onde me meter de tanto rir, estando neste preciso momento – e acreditem – a rebolar-me pelo chão às gargalhadas. É que ainda para mais ele estava na mesmíssima situação que eu. Mas enfim, para finalizar acho mesmo que quem quer respeito dá-se a ele, e a besta ainda teve o atrevimento de se virar e dizer do alto de toda a sua burrice: “vá-se lá embora e faça-se numa condutora em condições”. Posto isto, acho mesmo que além de se dever fazer um curso de formação acerca do código de estrada ao dito senhor, deveriam dar-lhe umas valentes réguadas para aprender o que é educação, que nunca é tarde para aprender.segunda-feira, 15 de Junho de 2009
sábado, 13 de Junho de 2009
Já nem sei se me adianta continuar a traduzir-te em palavras, palavras que não vais ler e que eu não te vou dizer. Fomos um pedaço de um momento que terminou e não nos vamos recuperar. Por muito que te goste e deseje vou manter-me à distância, sem pisar a linha de fronteira, sem grandes gestos e apreços que te façam olhar para trás. És uma boa parte de mim e o mais importante ficou para sempre; tudo o que construímos juntos. Levámos um caminho cuidado, sem grandes pressas, medindo os passos para que não se fragilizassem. Poderíamos ter vivido depressa e freneticamente e teríamos vivido mais, mas não nos teríamos tornado tão sólidos, tão capazes de responder ao momento de hoje. Completámos as necessidades de outrora e hoje reduzimo-las, e por isso estamos mais fortes. Ambos sabemos que vamos viver sempre assim, à distância de uma linha que nos separa, contornando obstáculos, limpando lágrimas e esforçando sorrisos, mas também sabemos que vamos viver sempre de mãos dadas.quarta-feira, 10 de Junho de 2009
Só agora que te deito contas, percebo que existes para mim há metade do tempo que eu existo para o mundo; já lá vai algum tempo. Começamos por brincar à apanhada e a jogar berlindes, arrebatámos coração e quase nos odiamos. E daí começamos a crescer, a tecer cuidadosamente os nós de uma malha perfeita; e tu acabas-te por voar nas asas dos teus aviões, enquanto eu parti por terra atrás dos meus sonhos. Levámos caminhos diferentes, as circunstâncias acabaram por nos afastar, fomos guiados pela vida que nos trouxe dissabores e alegrias; tudo coisas que não partilhámos. Agora, mais uma vez que deito contas à cabeça, dou conta que passou metade do tempo a que nos conhecemos que largámos as mãos e seguimos separados. Não admira que nos tenhamos perdido e que hoje, eu já não te conheça tão bem e que tu já não me saibas de cor. Tornamo-nos pessoas diferentes, talvez já nem sejamos crianças e por isso agora os teus aviões já se deparam com tempestades e turbulências e os meus sonhos tornaram-se pó. Mas como digo, a vida segue sempre em frente, e daqui em diante deixarás de existir há metade do tempo e passarás a existir, há mais de metade.segunda-feira, 8 de Junho de 2009
Sou admiradora de escultura e por isso me embeveço com as formas do teu rosto, cuidadosamente esculpido e polido, tratado a fundo com tal poder de precisão que te adorna eloquentemente os ares de garanhão. Adoro a forma como te abriram as formas dos olhos, um rasgo apenas carregado pelo sobrolho, forma perfeita à sedução que enlevas. Os lábios de tamanho focal, ponto de convergência de todos os raios refractados da minha atenção. Como acérrima entusiasta da arte é um sofrimento controlar as mãos para que não te deslizem pelo tronco, cujas formas são preponderantes aos músculos que envolvem. Os braços abrem em formas angelicais, como um anjo hasteando as extensões do tronco para o infinito, que poderiam tão facilmente fechar-se em mim e elevar-me ao céu.
Vou tornar-me fã do teu escultor, e tu serás inequivocamente a minha obra de arte predilecta, vou partir o porquinho mealheiro com ganas de quem deseja, vou levantar as poupanças do banco, vou pedir na porta de supermercado e cometer o crime perfeito, e custe o que custar, haja o que houver, tu serás o meu «biblô», por cima do napron que me cobre a televisão.
domingo, 7 de Junho de 2009
Começo a odiar-te e não queria. Começo a perceber que já te escrevo a mais da conta e não me agrada. O que mudou? Tornámo-nos assim tão diferentes ao ponto de hoje quase sermos estranhos? Queria indicar com precisão, apontar com rudes maneiras o ponto exacto em que nos deixámos largar, mas não consigo, por mais voltas que dê vejo-me sempre perdida no mesmo porto circunflexo, do qual não consigo ter noção dos limites em que desabam os braços da nossa relação, nem o horizonte em que culminam as tempestades que nos atormentam. Vou fazendo um esforço para que não te tornes insuportável de aguentar, vou regular os açucares para que não me provoques indisposições, vou contar até dez quando te vir para que não te pegue a jeito nos colarinhos e te dê dois tabefes para acordares. Juro que me vou virar ao contrário para que não deixe de te suportar, não te repudie, não te odeie e não te ame.quinta-feira, 4 de Junho de 2009
Quando precisei de me lembrar quem era, tu estives-te lá, pronto a fazer-me todos os testes de auto-reconhecimento, contando-me as histórias que um dia eu inventei, colocando pedra sobre pedra, devagar para que eu não me perdesse e respeitando sempre o meu ritmo vagaroso. Quando perdi tudo o que tinha sido, quando avancei e deixei lá atrás todas as coisas que me construíram, tu deste-me a mão e não desistis-te de me recuperar. Juntos ultrapassámos barreiras entre o passado e o presente, enfrentámos medos e corremos com os monstros que nos perseguiam, contigo aprendi a viver depois de ter sobrevivido, foste uma rocha no meu caminho, que me manteve firme e me puxou para a frente. Nunca poderei calcular por somas e multiplicações de expoentes o quão importante foste para mim. Recriaste-te e substituis-te o meu subconsciente, deste-me a mão quando eu quis ficar por ali, sorriste-me quando eu consegui dar o primeiro passo e riste perdidamente quando eu corri em direcção ao futuro; quando parei e olhei para ti, a rires agarrado à barriga, perguntei-me se te ririas de mim, e então percebi que rias de felicidade, estavas exuberante por eu estar de volta.Hoje, as coisas são diferentes do que foram naqueles dias. Eu estou recuperada e tu estás bem, seguimos caminho. A minha mão está vazia, vazia de ti. Já não me seguras nem engendras jogos para me exercitar a memória, já dormes descansado à noite sem a preocupação de que eu desista durante o tempo em que tu não estás. Eu já não sonho contigo, já não te espero no inicio da cada dia para que me leves a conhecer os lugares em que cresci; somos seres independentes. Descansa, eu ainda te vejo de longe, observo as tuas rotinas, crio memórias e espelhos fotográficos do que és, decoro-te a sobejo-te cada pormenor e, se um dia precisares, se te esqueceres por algum momento de quem és, eu vou estar aqui, impecavelmente brilhante e afinada, para te fazer recordar. terça-feira, 2 de Junho de 2009
Consumo-te ao natural, fresco ou assim-assim; digamos que me cais bem de qualquer forma. De manhã de forma eloquente e compulsiva, pois é a refeição mais importante do dia. Ao almoço, ao lanche, ao jantar e às tantas da madrugada, quando me levanto de noite, à socapa e de mansinho, para que ninguém se aperceba deste meu vicio de ti. Sabes-me bem, fazes-me sentir flutuar como se de uma droga te tratasses, refrescas-me, e por isso me sabes tão bem no verão, e aqueces-me também, continuando a saber-me bem no inverno. És uma espécie de Lipton, fresco ou quente, à escolha do freguês. E eu que sou a tua freguesa, protesto-te de qualquer forma, conforme estejas pronto a ser servido. És o caviar que não dispenso, ou o simples tremoço indispensável com a imperial. És um cozido à portuguesa, uma spaguetti à la bolonhesa. És uma pizza ultracongelada, um hambuguer europoupança. E sabes-me sempre tão bem, em cada momento diferente cais-me sempre na perfeição, preenches o espaço que estava a mais e deixas-me à medida, diria mesmo, «que nem um pato bravo», ou melhor ainda, «a cantar a cana verde».domingo, 31 de Maio de 2009
Os sonhos que um dia pronunciamos ficaram pendentes. A vida encarregou-se de nos trocar as voltas, sucumbimos perante algo que não nos é permitido combater. Hoje os dias arrastam-se simplesmente, haverá dias melhores a romper com a generalidade e no entanto mostraremos a coragem dos bravos. Será necessário inventar os dias, inventar sorrisos e novos sonhos, ou apenas novas máscaras para esses sonhos. Seremos não mais que fantoches, criando e multiplicando o tempo. Cresceremos, vamos conhecendo coisas novas, vivendo novos momentos, vamos criar uma estrutura sólida, assente em pilares débeis. Seremos rochas, impermeáveis e seguras, uma falésia pronta a derrocar. A vida trocou-nos as voltas e hoje contamos até três antes do nos levantarmos da cama pela manhã. E se tivéssemos tido escolha, teríamos construído um rumo diferente?
(Quanto à música, Susan Boyle é extraordinária. Quanto a mim, teria sido uma justa vencedora do British Got Talent 2009, contudo é sem qualquer dúvida uma vencedora, vencedora de sonhos, de talento, de humildade. Faz ver a muita gente...)
quarta-feira, 27 de Maio de 2009
O meu corpo já não te estranha. Já me habituei a ter-te por perto, vergado na pele; já não me assusto quando vejo as marcas que me deixas, já não tenho medo porque sei que fazes parte de mim. Acho mesmo que já não saberia viver de outro modo, se hoje me faltasses no sangue teria uma quebra de tenção, perderia os sentidos, perderia o sentido da vida. E por mais que seja incompreensível, eu já não sei viver sem as lágrimas que te trazem, sem o silêncio instalado em que tu consegues existir. Seria impossível converter esta felicidade que me dás em outros termos, ainda que à partida possam parecer mais fáceis de suportar. Habituei-me a ti, a ter-te; habituei-me a respirar-te, a pensar-te. Construi a minha vida em torno das tuas barreiras; circundei-te, fechei-te em mim e hoje fazes inequivocamente parte do que sou. Poderia viver sem um braço, sem uma perna, até mesmo sem as duas, mas jamais conseguiria viver amputada de ti.segunda-feira, 18 de Maio de 2009

Tenho estado a pensar nisto, e eis que não me sai da cabeça uma questão: “Será isto uma campanha às legislativas 2009, ou uma campanha anti-suicida de um qualquer centro de apoio?”
De facto, depois de «Pinócrates» da JSD, o departamento de marketing do PSD volta a dar cartas e mostra-se ao seu mais "alto" nível.
Que mais dizer? PSD cada vez mais igual a si mesmo…
sábado, 16 de Maio de 2009
Não me lixes! Sabes tão bem quanto eu as regra básicas que traçamos desde inicio. Nunca te escondi nada, por mais que me pudesses odiar depois. Traçamos um jogo em linhas paralelas, marcámos casas cruzadas em espirais revertidas. Construímos um tabuleiro a preto no branco, com linhas de água, clara, para que nunca existissem mal entendidos. Sabe-lo tão bem quanto eu e agora pareces querer cobrar-me acusando-me de batota, mesmo quando sabes que te dei tantas vezes a mão, contrariando as regras para que não ficasses para trás, mesmo sabendo que poderia ter-te ganho fácil, sem precisar usar as habilidades em que rodava o corpo para que tivesses espaço na mesma casa que eu. Não me venhas agora, agora em que ambos fomos desclassificados pelas nossas próprias regras, em que sucumbimos diante do nosso próprio jogo, não me venhas acusar, não me venhas cobrar, não me venhas pedir que relegue a tua culpa apenas para que fiques bem, para que não tenhas de viver com o peso de teres sido fraco, para que quando acordares a cada manhã e te vires deitado, sempre na mesma casa, que por coincidência cruza com a minha, não tenhas de revirar-te baqueando pelo abismo. segunda-feira, 11 de Maio de 2009
«Olah! Então comu táx? Á muito tempu k não ti veju… Um dia dextex podemux cumbinar um café pa matar xaudadex, oki? Vai dandu nutixias. Beijinhux!»Ora! Aqui estou eu para exprimir a minha relutância em relação a este assunto. Este sim, este “axuntu”.
Na verdade não tenho absolutamente nada contra quem usufrui deste género de acordo ortográfico, um tanto ou quanto irrisório e grotesco (perdoem-me!). Simplesmente acho que é totalmente uma coisa sem pés nem cabeça. E se já não ter pés é uma brutalidade, não ter cabeça é simplesmente de pôr os cabelos em pé. Percebem o irrisório da coisa?!
E é então que eu fico a pensar… Isto é o quê ao certo?! Uma moda? Preguiça em escrever como nos ensinou a nossa atenciosa professora primária? Ou é mesmo ignorância? Eu prezo muito o facto de saber juntar meia dúzia de letrinhas carinhosa e correctamente. Não sei, é uma mania! Dá-me para ser assim. E acho mesmo que vai ser um problema essa modernice do acordo ortográfico que aí vem. É que ao fim de 20 anos vou começar, também eu (sim!), a dar erros.
sexta-feira, 8 de Maio de 2009
Existem dois tipos de pessoas: as que nos fazem ser melhores e as que nos fazem ser piores. Não é uma questão de deixarmos que nos façam a cabeça, de sermos influenciáveis ou de não termos personalidade. É uma questão de ser o que é, a lei da vida. Há que escolher o tipo que mais eficientemente responde àquilo que são os nossos objectivos. Eu, pessoalmente, prefiro os primeiros. Apenas porque me agradam mais, porque gosto de me tornar melhor dia-a-dia, porque é o que dá resposta ao meu modo de vida.
Depois, dentro das pessoas que nos fazem ser melhores, é tudo uma questão de momento. Há pessoas que já me fizeram ser melhor num determinado tempo, mas que hoje não o são e por isso mesmo há que perceber, ganhando o distanciamento difícil mas necessário, que deixaram de o ser. Tenho a certeza que em certos casos já passei também eu de pessoa do tipo 1, para pessoa do tipo 2. Como disse, não é uma questão de querer, não é influência, é o que tem de ser.
Contudo, o mais importante e que eu prezo acima de tudo, dentro das pessoas que me fazem ser melhor, as do tipo 1, há as que me fazem ser melhor nos bons momentos e as que me fazem ser melhor nos maus momentos. As últimas são as que têm a tarefa mais difícil, e que ainda assim não desistem, melhor dizendo, não desistem de mim. E eu gosto que não desistam de mim, são essas pessoas que me fazem querer viver. Quando eu estou mal elas estão lá, a olhar para mim, ou talvez a olhar por mim, quando eu me zango elas estão lá, a dar-me a mão para que tomemos o cachimbo da paz e tudo fique bem, quando eu estou doente, não me largam a algibeira, sorrindo-me como às crianças para que eu acredite que vou ficar bem.
segunda-feira, 4 de Maio de 2009
Procura-me onde sabes que me vais encontrar e eu prometo não me esconder mais entre as vielas que cruzam a marginal. Mas não me queiras ver onde não estou, onde não pertenço; aí não me encontrarás. Procura-me apenas nos lugares onde me deixas-te, na relva em que nos sentávamos, no café em que nos resguardávamos, na música que ouvíamos, no spot em que me esperavas. Olha bem, procura com os teus olhos, aqueles que vêm verdadeiramente o que é essencial. Juro que não estou escondido, e sem perceberes estarás até a olhar para mim. domingo, 3 de Maio de 2009
Existem várias coisas que gostava de te dizer, outras tantas que gostava que descobrisses por ti. Desde cedo, sim, desde aquele dia em me ergui sozinha pela primeira vez e comecei a dar os meus primeiros passos vacilantes, que tenho marcado um caminho com pegadas que se foram agigantando à medida que avancei. Hoje, neste sitio onde me encontro, quando olho para trás vejo muitas coisas, muitas sim, porque sabes que apesar de tudo já vivi muitas coisas, já tive experiências que me marcaram, já vivi dias para esquecer e outros para recordar. Aqui, enquanto estou a olhar para trás, vejo-te em todas as paragens das minhas pegadas. Acompanhaste-me enquanto dei os meus primeiros passos, levantaste-me algumas vezes e obrigaste-me a levantar nas outras, para que aprendesse. Foste-me moldando conforme os dias iam passando. Ensinaste-me as regras básicas para ser uma pessoa, uma boa pessoa. Deste-me os meios e libertaste-me para que fosse eu a batalhar e a usá-los da melhor forma. Estás a ver? Foste sempre um alicerce, e és, é-lo todos os dias, mesmo quando pensas que não. Mesmo quando me zango, mesmo quando te zangas. E não, não vou pedir desculpa por nada do que fiz até aqui, nem vou deixar que o faças tu, nunca. Porque “amar, é não ter de pedir desculpa”. Amo-te Mãe
quarta-feira, 29 de Abril de 2009
Sabem qual é o cúmulo da palhaçada?
«O diretor desportivo do Benfica, Rui Costa, não poderá sentar-se no banco de suplentes até ao final da temporada depois de ser castigado esta terça-feira com um mês de suspensão e 1.250 euros de multa pela Comissão Disciplinar da Liga.O castigo diz respeito ao encontro da última jornada, em que os encarnados receberam o Marítimo, e tem por base o artigo 107.1 do Regulamento Disciplinar, que pune os dirigentes por "lesão da honra e da reputação". Mais concretamente, na base da punição estão "expressões, desenhos, escritos ou gestos injuriosos, difamatórios ou grosseiros para com membros dos órgãos da Liga e da Federação".» In Record, 29-04-2009
domingo, 26 de Abril de 2009
A vida já me é suficientemente complicada sem ti. Não preciso que me venhas elevar ao expoente a confusão da minha cabeça, a agitação que me embarca a alma, ou o rodopio frenético que me compassa os dias. És demasiado estranho, ou exageradamente perfeito para o que sou capaz de suportar. Sei o que és, sei o que já me foste e não o esqueço. Tornaste-te no amigo que eu mais precisei na altura certa. Foste um ombro sem sequer eu chorar nele, utilizas-te as palavras sem nunca entabularmos ao certo uma conversa com pés e cabeça. E ainda assim sempre te reconheci o direito de subires no pódio daquelas pessoas; aquelas que usualmente as dizemos «impecáveis!». Talvez, sim talvez tenhas sido das pessoas mais impecáveis e que mais me ajudaram quando precisei, daquelas que me deram a mão para me puxar do fundo do poço. Eras dos poucos que via quando olhava para cima e hoje é também por ti que cá estou. Mas tornaste-te insuportável e agora não te consigo comportar na minha vida. Foste tu que o fizeste assim. Obrigaste-me a enjeitar-te, tornaste-te uma alergia ao pólen de primavera, um prurido de urtiga; e ainda assim, descansa, não te odeio. És um amigo que me é muito. Tenho a certeza de que apesar de tudo, no dia em que eu precisar serás o primeiro a estar aqui, na linha da frente reclamando presença. E sim, apesar de tudo o coração vai crescer-me quando te vir e então crescerão grades para manter longe de nós as prosas de circunstância, os arremessos inúteis de olhares vidrados e opacos, o pudor indiscreto de sabe-se lá o quê. Somos amigos. E a amizade percorre os tempos, mantém-se firme nas pilastras do que sabemos. A amizade é intemporal, não se dá e não se cobra. Ergue-se a cada dia, firme, neste volátil planeta global. sábado, 18 de Abril de 2009
Soa a liberdade. Um grito que não se houve, uma alegria que não se mede, o sangue a correr depressa, depressa, mais depressa, a adrenalina a subir, o medo, um misto de sofrimento e prazer. Ah! Como é bom ser livre, respirar este sopro de felicidade; e agarrá-lo, guardá-lo entre as mãos, num abraço apertado como se fosse gente, no coração como se fosse paixão, na memória para que se torne recordação. Não quero deixar de ser livre, não quero prender-me a nada que não seja eterno, não quero sentir receio de deixar coisas, momentos ou até pessoas para trás, não quero acalentar algo que não me deixe ser completa. Completamente livre. Não quero ter medo de perder. E se por algum momento estiver presa a alguma coisa, quero ter a força suficiente para a largar, quero ser eu a guardar sempre a chave que me trará de novo a esta liberdade que (não) tenho.
terça-feira, 14 de Abril de 2009
Podia virar, gingar na direcção oposta e ala que se faz tarde. Podia jogar os dados viciados e saltar o escorrega por uma casa. Era fácil fechar os olhos, fazer ouvidos moucos e disfarçar a batota. Mas estupidamente não o fiz. Permaneci imóvel, de olhos fixos, impermeável e segura. Quis não desistir, quis conseguir aguentar o corpo hirto à força que me toldava a alma. Quis acreditar e manter viva a esperança, o olhar brilhante e aceso, o riso vivo e incontrolado. Quis, quis muito. Passou-me pela frente o vislumbre de uma existência, tocou-me na ponta do nariz de tão perto que esteve, respirei fundo e envolvi nos pulmões o perfume suave das recordações e da ânsia das novas descobertas. Levemente soou-me nos lábios a frescura do teu gosto; e inspirei, e guardei tudo no pedaço maior do meu coração. Se hoje te vir onde todos os dias te procuro tenho a certeza do quão frágil serei, de como será tão fácil deixar cair a máscara de todos os dias, de como a lividez se apoderá de mim e o coração me derreterá a expressão maleável do corpo.
sábado, 11 de Abril de 2009
Cerro os olhos com tanta força quanto possível, e penso naquele momento em que o tempo podia ter parado e não parou, em que teimosamente o relógio sem pilhas continuou a andar. Abro agora os olhos, de repente. O tecto é o mesmo que via antes, os sons lá fora terão parado por alguns instantes, aqueles em que cá não estive, mas devem ter recomeçado logo a seguir a ter aberto os olhos, talvez com mais força ainda. Viro a cabeça e vejo as caixas amontoadas que não existiam na altura em que o tempo não parou. Desvaneceram-se as esperanças. Não resultou, mais uma vez foi em vão a tentativa de fazer o tempo voltar atrás. sexta-feira, 10 de Abril de 2009
Sabes que te amo. E ainda assim julgo nunca te o ter dito. Na verdade não achei que fosse necessário, achei sempre que não temos de dizer o óbvio. Não percebes-te? Devias ter percebido, sempre te o mostrei, com gestos simples e banais, entre meias-palavras e sorrisos escondidos. Mas talvez tenhas razão, devemos sempre dizer o que sentimos, mesmo quando óbvio. Os sentimentos não devem ser escondidos nem transformados em verdades escondidas. Mas sabes, eu sou assim, não tenho o coração na boca, não digo o que sinto, nem sequer falo sobre isso, não me sinto confortável, é como se as palavras ficassem presas na garganta, formando nós intermináveis até eu desistir de as pronunciar. Não gosto de gastar palavras demasiado fortes, hoje a uma pessoa, amanhã a outra. Só àquelas que realmente merecem isso de mim, e são poucas, muito poucas. Na verdade acho que tenho uma muralha à minha volta, e é difícil saltar para o lado de cá. Mas tu sabes que cá estás, és das poucas pessoas que estão, como um safari no deserto. Sabes, acho que apenas o disse a uma pessoa na vida, e nem sabes como queria consegui-lo dizer mais vezes a mais pessoas, como aos meus pais e ao meu irmão (julgo que nunca lhes disse, nem a eles!). Hoje vais tornar-te na segunda pessoa a quem o vou dizer, por palavras escritas, não me desafies a pronunciá-las, para que não tenha de falhar, amo-te (e sabes que sim).
(A música, ouve, é para ti! Será como quisermos, seremos para sempre jovens, e construiremos cabanas…)
terça-feira, 7 de Abril de 2009

- Qual Manel?
- O Manel que trabalhou muitos anos no talho do Viegas, que namorou muito tempo a Francisca, filha do Almeida!
- Humm… Não estou a ver.
- Claro que sabes! Que andava na turma na Deolinda quando andávamos no liceu. Que um dia apareceu lá com a cabeça toda esmurrada e que disse que tinha batido na esquina do móvel, mas o pessoal viu logo que tinha sido o André que namorava com a Alzira que lhe tinha dado umas valentes bofetadas!
- André? Qual André?
- O André! Que na altura conduzia o autocarro da carreira 10, mas que depois foi trabalhar para a construtora dos pais do Zé, o Sr. Américo e a Dona Prazeres! Mas que ao fim de uns meses o Horácio descobriu que ele andava lá a fazer umas trafulhices e o puseram de lá a andar.
- O Horácio, aquele que depois até chegou a casar com a Alzira que andava com André?
- Exactamente!
- Ah, sim! Já sei então. Mas o Manel não estou a ver quem é…
- Opa, então não te lembras um dia que fomos a uma festa em casa do Tomé e até lá estava o João e o Miguel na palhaçada com umas raparigas e depois o Manel começou a querer arranjar confusão porque uma das miúdas era namorada dele? E teve de vir lá o Lopes, o tio da Carminho, a separá-los que já ali ia uma confusão danada!
- Ahh! O Lopes da farmácia onde trabalhava o Pedrito! Sim sim, acho que já me lembro de qualquer coisa assim. O Manel que uma vez com a borracheira se pôs a conduzir a mota do Carapito e se espetou contra uma árvore?!!
- Sim! Isso mesmo!
- Pois, já sei quem é! O maluco do Manel… então e o que tem?
- Vi-o ontem.
terça-feira, 31 de Março de 2009
Queria escrever-te de forma simples e fluida, sem desacertos ou incoerências. Salientar-te o exterior e o interior, sem exclamações que te tornem algo festivo e pitoresco. Sem interrogações que te tornem imperfeito e inacabado. Quero escrever-te sem meias palavras, sem eufemismos que te desvalorizem, ou estrangeirismos que te dêem o glamour de que não precisas. Quero escrever-te tal como és, encontrando as palavras exactas, que não tirem nem acrescentem mais nada para além de ti. Quero encontrar o meio de te sentir a doçura através da escrita, de te exaltar o melhor e o pior, para que seja perfeito, como tu. Sem que seja necessário inventar novas palavras, recursos expressivos ou figuras de estilo. Quero terminar-te com um ponto final para que nunca mudes e logo a seguir seja parágrafo travessão.- Amo-te.
terça-feira, 24 de Março de 2009

sexta-feira, 20 de Março de 2009
Dizia-me um dia destes o meu pai acerca das relações de hoje em dia, que estas são nem mais nem menos, o fim do mundo. Fiquei a pensar nisto, em como era dantes e em como é agora; e não tenho dúvidas, quem me dera que as coisas fossem à moda antiga!quinta-feira, 19 de Março de 2009
Herói das histórias de criançaOrgulho dos dias de esperança
Sorriso aberto para me confortar
Olhar brilhante para me alegrar
Não é sonho nem se perde na realidade
É o anjo que me guia à felicidade
Orgulho que me enche o peito
É um amor a tempo inteiro
Quando sei que tudo na vida é ilusão
Este amor que não me cabe no coração
Alimenta-me e ergue-me para a vida
Pois com ele a meu lado não me dou como perdida
Não sei se tudo o que sou
Será aquilo que sempre sonhou,
Mas, eu amo-o e sem ele nada seria,
Nem no dia de hoje certamente apareceria.
Amo-te, Pai.
terça-feira, 17 de Março de 2009

Quando te sabia aqui eras-me mais fácil. Podia chatear-me contigo pelos maus modos que teimavas em não mudar, puxar-te os colarinhos e dar-te estaladas de prontidão, aguçar-te os defeitos, menosprezar-te as qualidades (poucas). Era fácil olhar-te de lado, fazer caretas quando viravas costas, rogar-te pragas e lançar-te insultos (ou lançar-me nos teus braços). Acabaríamos por nos chatear de qualquer forma, por seguir caminhos diferentes desejando que nunca mais nos cruzássemos (regressando em seguida, rebentando de paixão). Seriamos infinitamente opostos (e amantes inseparáveis). Mas assim não. Assim terei de te amar a vida inteira. Olhando-te sempre de frente para melhor decorar os teus olhos, sorrindo para que me sorrias também, vendo-te perfeito, sem brechas, com a pintura rigorosamente retocada e brilhante. Assim, não te posso dizer que não, reges as minhas maneiras e obrigas-me a fazer as coisas de forma rigorosamente correcta. Entras-te na minha consciência, apoderaste-te da minha vida, destroçaste-me o coração, reviraste-me as ideias. E eras-me tão mais fácil se nunca te tivesse pensado.
domingo, 15 de Março de 2009
quinta-feira, 12 de Março de 2009
segunda-feira, 9 de Março de 2009
Revira-se dias a fio entre as amarras invisíveis a que o prenderam a sua vida. Bastou um puxão de tapete raso e certeiro para que caísse de costas ao chão, da forma que dói mais e que lhe arrancou a ferros e estiradas o ar que lhe alimentava os pulmões. É ainda possível vislumbrar-lhe os olhos espreguiçados e rasados de sangue. O medo consome-lhe a vida jovial que um dia teve, que deveria ter ainda. A sanidade do corpo não lhe deixa esconder os traços carregados do que o maltrata todos os dias. Vive, ou talvez sobreviva apenas na esperança de que algo deva devir de tudo aquilo porque já passou. É uma corrida a passos pequenos, demasiado lentos para conseguir chegar ao fim, debilitados e afagados, deambulando num jogo contra o tempo, contra um futuro que não existe, contra um passado de que quer fugir, esquecer, um delete rápido e eficaz. Não sabe o que esperar da vida, o seu objectivo é tão só fugir a mais tacadas, fintar os obstáculos sem muitos floreados, deixar os rodeios e as jogadas arriscadas. Seguir sempre em frente, de olhos postos no chão, para não ter que sonhar com um futuro incerto, para esquecer significados de projectos ou ideais, sente-se já demasiado combalido por guerras de que inevitavelmente teve de sair derrotado, farto de golpes e decepções, sem se atrever sequer a olhar para trás. A revolta de uma vida perdida está-lhe patente no coração, e vem-se-lhe nos olhos, carregados de nada. Opacos, sem estrutura de utopias, sem o mel que antes lhos adoçava. Lembra ainda o sorriso de menino, mas facilmente se percebe que não existe mais, basta olhá-lo com atenção para saltar à vista o titubeante e débil esforço com que se ergue no seu corpo frágil, vacilante e sem margem de progressão possível. Talvez tenha terminado aqui o seu tempo, entre claustros e masmorras que o não permitem chegar ao mundo exterior, que o fecham dentro de si, perdendo-se em invólucros vazios que o obrigam a sacrificar-se a cada segundo, numa busca inútil e desmedida. A vida foi-lhe um sopro. E quando fecho os olhos, tenho a certeza, ainda o vejo menino.
sábado, 7 de Março de 2009

Posto isto, eu como mulher, tenho um desejo para amanhã, que o Benfica ganhe.
segunda-feira, 2 de Março de 2009

domingo, 1 de Março de 2009
Porque não são juras de amor eterno, não é ficar junto para sempre, não é não saber viver sem a outra pessoa. O amor não se aprende e não se jura, não se exige e não se oferece. Amor, é simplesmente guardar no coração.
quinta-feira, 26 de Fevereiro de 2009

Imagens do Jornal «A Bola», http://www.abola.pt
Vamos por partes:
1. Sou benfiquista de coração, sócia e adepta ferverosa.
2. Assumo-me desde já, e sem qualquer receio de represálias, como anti-sportiguista que sou (e anti-portista para que não sejam feridas susceptibilidades!).
3. Vamos ao que interessa!
Tinha já pensado em fazer um post acerca da questão de o Liedson ser chamado à selecção de todos nós, mas agora foi-me impossível conter o desejo de me exprimir.
As capas acima (autoria do jornal «A Bola»), foram editadas segundo a ordem por que estão apresentadas, em data crescente. Após a vitória do Sporting CP sobre o SL Benfica no passado sábado, diga-se totalmente meritoriosa e merecida, a equipa verde e branca foi elevada a um nível de pedestal que, admito, me causou saturação, mas acima de tudo, Liedson foi nomeado "Deus"! Salvador da pátria, o D. Sebastião da Selecção Portuguesa. Numa das edições do referido jornal, chegou-se a vestir Liedson com o equipamento Lusitano (facto que me chocou profundamente. Ainda agora fico doente só de pensar!).
E posto isto, declaro: Sou peremptoriamente contra a chamada de Liedson à Selecção Nacional! Dele e de qualquer português neutralizado. Onde raio está o orgulho dos descendentes de Camões? «Que eu canto o peito ilustre Lusitano»! Não o peito ilustre Luso-Brasileiro! Onde está o patriotismo? As bandeiras verdes e vermelhas desfraldadas ao vento por essas janelas fora?
Não sou a favor da moda que é português quem se sente português. Afinal é português quem nasce português caramba! Se assim não fosse nem quero imaginar a anarquia em que viveriamos! Vamos todos sentir-nos médicos, e de repente todos somos médicos! Vamos todos sentir-nos os ex-presindente dos EUA, George Bush! e de repente toma lá com um sapato que já almoças-te!
Para finalizar, e usando uma expressão do dito jornal que dias antes se desfizera em elogios a Liedson e ao Sporting, e que hoje e após a derrota por 0-5 ante um Bayern em baixo de forma, diz que, ah e tal afinal são todos péssimos, tenham «Vergonha na cara»!











.jpg)