Sábado, 6 de Novembro de 2010

Olha (!) afinal os anjos existem. Continuas igual, jovem e impermeável, um anjo aos meus olhos. Olhos que te olham inocentemente, olhos que te beijam as mãos, olhos suplicantes por que olhes por eles. Querubim dos meus sonhos tornado realidade, não tens asas e tão pouco saberás voar. Tens sangue de humano e alma de anjo. Essas mãos já gastas pelo tempo são a resposta às fatalidades da vida, nelas carregas as cicatrizes do que passou e a força com que o encaraste. Nelas estão reflectidos os medos do mundo inteiro, os teus e os meus. Caligrafados à força das circunstâncias. Respira e prossegue. Esse ritmo sobre-humano, essa coragem que não conheço.

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