Guardo na memória rasgos enormes de alegria, felicidade e coração cheio.
Lembro-me quando brincava e extrapolava os limites de insolência, de juventude próspera e revigorante, de como era positivamente selvagem
(como um animal).
Lembro-me de crescer, de me tornar uma adolescente insuportável, como todos os outros, de me quererem fechar no armário, de achar que o mundo girava à minha volta e de como era uma presa fácil
(como um animal).
Lembro-me do primeiro amor, uma loucura, um sopro de vida, incontrolável, um predador em terreno novo
(como um animal).
...
No fundo, chegado o dia de hoje percebi, sou “como um animal”, e o melhor de tudo, sou muito mais feliz assim.
Obrigada.

1 comentários:
Muito bom!
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