Rodopio valsante de intensidade inebriante. Ora voa, ora rebola, chão lamacento de pegadas impiedosas. A justiça do mundo não é questionável, já assim era quando chegamos. Vindos de outro mundo, quimera, universo paralelo, utopias dançantes, gritos surdos e liberdade que não acaba onde começa a minha. Um suspiro só, contar até dez, fechar os olhos e o mundo está de volta à sua órbita. E os pássaros cantam e os Homens gritam. As árvores balançam e os Homens guerreiam. O vento sopra e os Homens destroem. Se haverá justiça ninguém o poderá dizer. Mas o mundo está aqui, na palma da minha mão, da tua, da de todos nós, à espera de um gesto que o vire do avesso. O bem ou o mal. Consequência repentina, tardia, arrastada por nós, seres incompletos num universo perpendicular ao erro.
1 comentários:
Muito bom!
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