Não é nada pessoal. É simplesmente o enfartar dos dias, o calor que se vai tornando insuportável e que retira a lucidez ao cérebro, como num daqueles filmes há anos 70, em que as imagens esboroam uma eternidade pouco nítida, vincada por uma cor utópica. É só o cansaço de quem não vai fazendo nada, abandonando o corpo ao devaneio dos dias, ficando dependurado na melancolia das redes de praia. Ficamos assim, a dois passos do que somos, sem descortinar que direcção seguir, sem respirar este ar demasiado quente que nos vai refogando os pulmões, atordoando os sentidos, recalcando as memórias e desbotando quem fomos.«A liberdade de escolha é um direito de todos... Mas só alguns a exercem com elegância.»
Quinta-feira, 4 de Agosto de 2011
Não é nada pessoal. É simplesmente o enfartar dos dias, o calor que se vai tornando insuportável e que retira a lucidez ao cérebro, como num daqueles filmes há anos 70, em que as imagens esboroam uma eternidade pouco nítida, vincada por uma cor utópica. É só o cansaço de quem não vai fazendo nada, abandonando o corpo ao devaneio dos dias, ficando dependurado na melancolia das redes de praia. Ficamos assim, a dois passos do que somos, sem descortinar que direcção seguir, sem respirar este ar demasiado quente que nos vai refogando os pulmões, atordoando os sentidos, recalcando as memórias e desbotando quem fomos.
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